Unemployment office in Madrid Sebastien Berda/Getty Images

Um New Deal para salvar a Europa

LONDRES —Não importa quais serão os custos. Recuperámos o nosso país!É esta a orgulhosa mensagem que se ouve em toda a Inglaterra desde o referendo realizado no passado mês de Junho sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE). E é uma reivindicação que está a ter repercussões em todo o continente. Até há pouco tempo, qualquer proposta para salvara Europa era favoravelmente considerada, embora com cepticismo quanto à sua viabilidade. Actualmente, a dúvida é se vale a pena salvar a Europa.

A ideia europeia está a ser levada a recuar pela força combinada de uma negação, uma insurgência, e uma falácia. A Negação do establishment da UE de que a arquitectura económica da União não foi concebida para sustentar a crise bancária de 2008 resultou em forças deflacionárias que não legitimam o projecto europeu. A reacção previsível a deflação foi a insurgência dos partidos antieuropeus em todo o continente. E, o mais preocupante de tudo: o establishment respondeu com a falácia de que uma federação suavizada(federation-lite) pode conter a onda nacionalista.

Tal não é possível: na sequência da crise do euro, os europeus estremecem com o pensamento de conferir à UE mais poder sobre as suas vidas e comunidades. A união política da área do euro, com um pequeno orçamento federal e uma certa mutualização dos ganhos, perdas e dívidas, teria sido útil em 1999, quando nasceu a moeda comum. Mas agora, sob o peso das enormes perdas bancárias e da herança de dívidas causadas pela arquitectura defeituosa, uma federação suavizada do euro (como proposto pelo candidato às eleições presidenciais francesas Emmanuel Macron) é demasiado pouco e demasiado tardio. Tornar-se-ia a União da Austeridade permanente que o Ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, procurou durante anos. Não poderia haver melhor presente para a actual Internacional Nacionalista.

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