pulse of europe demonstration Andreas Arnold/AFP/Getty Images

Defender a Europa

BRUXELAS – A União Europeia de hoje necessita tanto de salvação como de reinvenção radical. Salvar a UE é o mais importante, porque a Europa corre perigo existencial. Mas tal como salientou o presidente francês, Emmanuel Macron, durante a sua campanha eleitoral, não será menos importante reavivar o apoio de que a UE costumava gozar.

O perigo existencial que a UE enfrenta é, em parte, externo. A União está rodeada por potências hostis ao que esta representa: a Rússia de Vladimir Putin, a Turquia de Recep Tayyip Erdoğan, o Egipto de Abdel Fattah el-Sisi, e a América que Donald Trump criaria se conseguisse.

Mas a ameaça também provém do interior. A UE é governada por tratados que, no seguimento da crise financeira de 2008, perderam em grande parte relevância face às condições prevalecentes na zona euro. Até as inovações mais simples e necessárias para tornar sustentável a moeda única só podem ser aplicadas através de acordos intergovernamentais à margem dos tratados existentes. E, à medida que o funcionamento das instituições europeias se complicou cada vez mais, a própria UE se tornou gradualmente disfuncional em alguns aspectos.

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