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O garfo é mais poderoso que o muro

NOVA ORLEÃES – A palavra “migração” suscita imagens de guerra, de desastres naturais e de instabilidade económica grave. Todos estes são motivos importantes para que as pessoas procurem refúgio longe do seu lar. Mas o motivador único e mais poderoso das migrações pode muito bem ser a comida – ou, mais propriamente, a falta da mesma.

Em 2017, perto de 821 milhões de pessoas em todo o mundo – cerca de uma em nove - enfrentavam a privação crónica de alimentos. Embora se tenham feito alguns progressos para reduzir a fome extrema, o número global de pessoas cronicamente famintas continua a subir.

A relação com a migração é evidente. Quando as pessoas de África, do Médio Oriente e da América Latina não conseguem alimento para si e as suas famílias, abandonam frequentemente o seu país. Segundo um estudo do Programa Mundial Alimentar (PMA) das Nações Unidas, cada ponto percentual de aumento na segurança alimentar aumenta os fluxos de refugiados em 1,9%.

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