hausmann94_Feodora Chiosea_getty images_economics Feodora Chiosea/Getty Images

Os problemas do individualismo na economia

CAMBRIDGE – A economia poderia avançar imensamente se flexibilizasse um dos seus pressupostos mais preciosos: o individualismo metodológico, ou a ideia de que qualquer explicação precisa de estar associada a indivíduos que tomam decisões sensatas. Este requisito faz com que a disciplina esteja numa posição de enorme desvantagem comparativamente às ciências naturais, porque impede a evolução da compreensão do relacionamento entre os níveis micro e macro.

A física explica todos os comportamentos assumindo algumas leis fundamentais ao nível (muito) micro. Os quarks formam os protões e os neutrões que, juntamente com os electrões, criam os átomos, que por sua vez dão origem às moléculas e macromoléculas como o ADN, os genes e as proteínas. Estas produzem células, seres multicelulares, e ecossistemas inteiros que vivem num planeta que gira à volta do sol. Em teoria, deveremos conseguir explicar tudo isto se voltarmos às leis fundamentais da física das partículas. Na prática, isto não é apenas impossível, mas é também desnecessário, o que facilita o progresso.

Conhecemos todos estes níveis porque os cientistas os analisaram e descreveram com o maior detalhe possível, permitindo a outros cientistas explicá-los em termos de determinantes de mais baixo nível. Cada camada pode, de alguma forma, ser relacionada com a camada inferior, e isto continuamente até chegarmos novamente aos quarks e electrões.

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