eichengreen154_Mark HarringtonNewsday RM via Getty Images_offshorewindfarm Mark Harrington/Newsday RM via Getty Images

A lógica da ação climática eficaz

BERKELEY – No seu livro clássico, The Logic of Collective Action (A lógica da ação coletiva), o grandioso Mancur Olson, já falecido, explicou que as políticas mais difíceis de implementar são aquelas com benefícios difusos e custos concentrados. O argumento de Olson era fácil de compreender: os indivíduos que suportam os custos opor-se-ão vigorosamente à política, enquanto que os beneficiários irão desfrutar livremente, preferindo que outra pessoa se encarregue da luta.

A perspetiva de Olson aplica-se ao desafio político mais urgente que a humanidade enfrenta atualmente, nomeadamente as alterações climáticas. O ponto de partida para enfrentar este desafio, concordam os economistas, é um imposto sobre o carbono. A redução das emissões daí resultante traria benefícios a praticamente toda a gente no planeta. Mas segmentos específicos da sociedade – os interesses concentrados que Olson refere – irão suportar uma parte desproporcionada dos custos e irão mobilizar-se em oposição.

Um exemplo disso são os gilets jaunes (“coletes amarelos”) franceses. Tal como qualquer movimento de massas, os gilets jaunes tinham vários ressentimentos. Mas a queixa que os encorajou mais foi uma subida de impostos sobre o combustível, instituído em nome do combate às alterações climáticas.  Os residentes rurais dependem mais dos seus carros, camiões e tratores do que os habitantes urbanos, que podem andar de bicicleta ou apanhar o metro para irem trabalhar. O aumento de impostos atinge-os onde dói, na carteira.

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