Repensar JFK

CAMBRIDGE – No dia 22 de Novembro assinalar-se-á o 50 º aniversário do assassinato do Presidente John F. Kennedy. Para as pessoas que viveram essa época, tratou-se de um acontecimento de tal modo chocante que ainda se lembram onde se encontravam quando ouviram a notícia. Eu estava a sair de um comboio em Nairobi, quando vi o título da trágica notícia.

Kennedy tinha apenas 46 anos quando foi assassinado, em Dallas, por Lee Harvey Oswald, um antigo fuzileiro naval que, descontente, desertara para a União Soviética. Embora a sua vida tenha sido martirizada pela doença, Kennedy projectou uma imagem de juventude e de vigor que contribuiu para aumentar o drama e a pungência da sua morte.

O martírio levou muitos americanos a elevar Kennedy à categoria de grandes Presidentes como George Washington e Abraham Lincoln, porém, os historiadores têm sido mais comedidos nas suas apreciações. Os críticos apontam-lhe um comportamento sexual por vezes imprudente; um fraco desempenho a nível legislativo e o fracasso em assegurar a correspondência entre as palavras e os actos. Embora Kennedy tenha falado a respeito de direitos civis, redução de impostos e redução da pobreza, foi o seu sucessor, Lyndon Johnson, que, fazendo uso do martírio de Kennedy e dotado de uma competência política bastante mais impressionante, aprovou uma legislação histórica nestes domínios.

To continue reading, please log in or enter your email address.

Registration is quick and easy and requires only your email address. If you already have an account with us, please log in. Or subscribe now for unlimited access.

required

Log in

http://prosyn.org/dAERtgT/pt;