Mata e deixa morrer

NOVA IORQUE – Numa estranha mas adequada coincidência, o presidente Barack Obama e o seu adversário republicano, Mitt Romney, realizaram o seu debate final – que se centrou na política externa - exatamente no mesmo dia em que o novo filme de James Bond, Skyfall, teve a sua estreia mundial em Londres. Apesar de 007, que comemora este ano o seu 50.º aniversário, ser uma marca mundial de origem britânica, a sua influência sobre o espírito político norte-americano – e esta influência sobre Bond – é óbvia.

Na verdade, a mais recente produção é uma parceria anglo-americana e o herói violento de acção de operações especiais que Bond tem corporizado, reflecte os pressupostos dos EUA sobre a política externa e o Estado de Direito. O debate presidencial apenas reforçou o enredo dominante em tempo real: Assassinar pessoas (inclusive cidadãos norte-americanos) unicamente por ordem do presidente, outrora considerado um crime de guerra, transformou-se numa série de aplausos.

Isso é tão verdadeiro para Romney como tem sido para Obama. Romney afirmou que a sua política externa era “muito simples”. Resumia-se a, “perseguir os maus, certificarmo-nos de que damos o nosso melhor para os parar, para os matar, para os tirar de cena”. Por outras palavras, ele iria “matá-los” onde fossem encontrados e não somente no campo de batalha, mas também noutros países soberanos, como o Paquistão, sem acusação ou julgamento.

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