Os novos vencedores e vencidos do Médio Oriente

BERLIM – “A guerra”, disse o antigo filósofo grego Heráclito, é o “pai de todas as coisas”. Olhando para os sangrentos - na verdade bárbaros - eventos no Médio Oriente (e no Iraque e na Síria, em particular), pode-se ser tentado a concordar, mesmo que tais ideias não pareçam ter um lugar na visão do mundo pós-moderno da Europa de hoje.

Os triunfos militares do estado islâmico no Iraque e na Síria não estão só a alimentar uma catástrofe humanitária; também estão a atirar as alianças existentes na região para a desordem e até mesmo a pôr em causa as fronteiras nacionais. Um novo Médio Oriente está a emergir, um que já difere da velha ordem em dois aspectos importantes: o reforço do papel para os curdos e o Irão, e a diminuta influência dos poderes sunitas da região.

O Médio Oriente não está apenas a enfrentar o possível triunfo de uma força que procura alcançar os seus objectivos estratégicos através do assassinato e da escravidão em massa (por exemplo, das raparigas e mulheres yazidis). O que também se está a tornar aparente é o colapso da velha ordem da região, que existia mais ou menos inalterada desde o fim da Primeira Guerra Mundial, e com ele, o declínio das tradicionais potências estabilizadoras da região.

To continue reading, please log in or enter your email address.

To read this article from our archive, please log in or register now. After entering your email, you'll have access to two free articles every month. For unlimited access to Project Syndicate, subscribe now.

required

By proceeding, you agree to our Terms of Service and Privacy Policy, which describes the personal data we collect and how we use it.

Log in

http://prosyn.org/G56Qwb3/pt;

Cookies and Privacy

We use cookies to improve your experience on our website. To find out more, read our updated cookie policy and privacy policy.