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Redefinir a migração africana

GENEBRA –Poucos assuntos são tão emocionais como o da migração humana. As imagens de pessoas desesperadas a deslocarem-se –seja a tentarem atravessar a fronteira entre os EUA e o México ou a atravessarem o mar Mediterrâneo em barcos frágeis e a abarrotar, tal qual sardinhas em lata –aumentaram as tensões e forjaram uma narrativa de que a migração não tem um lado positivo.

Mas essas imagens também nos deixaram cegos para o facto de que as pessoas sempre circularam e de que a migração é necessária e benéfica para o desenvolvimento humano. Em nenhum lugar esse facto é hoje mais relevante do que em África.

Apesar da atual crise política em torno da migração africana para a Europa, a realidade é que há menos africanos a migrar para países europeus do que em outubro de 2015, altura em que os números atingiram o pico. Na verdade, a maioria dos migrantes africanos movimenta-se dentro de África. E para os governos africanos, em particular, esse facto cria uma oportunidade para aproveitarem o poder positivo da mobilidade humana.

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