Os viciados e os traficantes das redes sociais

NOVA IORQUE — Fomos alertados. O investidor de capital de risco e fundador da Netscape, Marc Andreessen, escreveu um ensaio em 2011, intitulado "Why Software Is Eating the World” (Porque razão o software está a comer o mundo). No entanto, não levámos a sério Andreessen; considerámos que se tratava apenas de uma metáfora. Agora, estamos perante o desafio de extrair o mundo das garras dos monopólios das plataformas de Internet.

Eu costumava ser bastante optimista relativamente às tecnologias. Ao longo de uma carreira de 35 anos em que investi nos melhores e mais brilhantes em Silicon Valley, tive a sorte de integrar os sectores dos computadores pessoais, das comunicações móveis, da Internet e das redes sociais. Entre os exemplos que se destacam na minha carreira primeiros figuram os investimentos iniciais na Google e na Amazon, bem como o facto de ser mentor de Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook, entre 2006 e 2010.

Cada nova onda de tecnologia permitiu aumentar a produtividade e o acesso ao conhecimento. Cada nova plataforma que surgiu foi mais fácil de utilizar e revelou-se mais conveniente. A tecnologia impulsionou a globalização e o crescimento económico. Durante décadas, tornou o mundo num lugar melhor. Partimos do princípio que seria sempre assim.

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