A economia da inclusão

CAMBRIDGE – Muitas pessoas acham que o crescimento económico é uma meta moralmente ambígua – agradável ao espírito apenas se, argumentariam eles, for amplamente partilhada e ambientalmente sustentável. Mas, tal como o meu pai gosta de dizer, “porquê tornar algo difícil se pode torná-lo impossível?” Se não sabemos como fazer as economias crescerem, o que acontece é que depois não sabemos como fazê-las crescer de forma sustentável e inclusiva.

Os economistas debatem-se com o compromisso entre o crescimento e a equidade há séculos. Qual é a natureza do compromisso? Como é que pode ser minimizado? Poderá o crescimento ser sustentado se conduzir a uma maior desigualdade? A redistribuição dificulta o crescimento?

Eu acredito que tanto a desigualdade como o crescimento lento resultam, muitas vezes, de uma forma particular de exclusão. Adam Smith argumentou que, numa frase conhecida, “Não é da benevolência do carniceiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da sua consideração pelo seu próprio interesse”. Então por que é que o crescimento não incluiria pessoas do seu próprio interesse, em vez de exigir a acção deliberada colectiva?

To continue reading, please log in or enter your email address.

To continue reading, please log in or register now. After entering your email, you'll have access to two free articles every month. For unlimited access to Project Syndicate, subscribe now.

required

By proceeding, you are agreeing to our Terms and Conditions.

Log in

http://prosyn.org/OM5Gfqe/pt;

Cookies and Privacy

We use cookies to improve your experience on our website. To find out more, read our updated cookie policy and privacy policy.