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Inclusão financeira, agora!

KUALA LUMPUR – Tornar o sistema financeiro acessível às pessoas mais pobres do mundo pode desbloquear o seu potencial económico, melhorar as suas vidas e beneficiar a economia em geral. Então não é surpresa para ninguém que a inclusão financeira dos pobres se tenha tornado num importante componente da formulação de políticas públicas. Os bancos centrais e os reguladores de todo o mundo estão a tomar a liderança em fazer da inclusão financeira uma prioridade, além dos seus mandatos tradicionais de manutenção da estabilidade monetária e financeira.

A inclusão financeira significa dar uma oportunidade aos 2,5 mil milhões de pessoas “sem- banco” (pessoas sem acesso a serviços bancários) e financeiramente carentes, que existem no mundo, de participarem no sistema financeiro formal, ajudando-os assim a saírem da pobreza e a entrarem no mundo económico. Uma maior inclusão financeira promete uma sociedade mais coesa e um crescimento e desenvolvimento mais equilibrados.

Além disso, os próprios sistemas financeiros têm benefícios por se tornarem mais abrangentes e progressivos. Os outros consumidores que participam do sistema financeiro formal irão fortalecer as economias nacionais e, por sua vez, enriquecer a economia mundial. Na verdade, à medida que os países em vias de desenvolvimento caminham em direcção a um estatuto de rendimento médio, a inclusão financeira é um componente chave do progresso contínuo.

Nos países com altos níveis de exclusão financeira, os consumidores só contam com os serviços informais não regulados. Estes substitutos inferiores implicam muitas vezes custos exorbitantes para os mutuários - e um financiamento que é normalmente a muito curto prazo para a actividade de investimento produtivo. Além disso, a falta de defesa do consumidor e de estruturas reguladoras e supervisoras expõe actividades informais a vulnerabilidades que podem prejudicar os mutuários e pôr em risco a estabilidade financeira.