greece hourglass Patrick Pleul/ZumaPress

O Último Acto da Europa?

NOVA IORQUE – Os líderes da União Europeia continuam a disputar um jogo de perigosa provocação com o governo Grego. A Grécia aproximou-se das exigências dos seus credores a muito mais de meio caminho. Porém, a Alemanha e os outros credores da Grécia continuam a exigir que o país adira a um programa que já provou ser um fracasso, e que poucos economistas alguma vez pensaram que pudesse ou devesse ser implementado.

A mudança na posição fiscal da Grécia, de um grande défice primário para um superavit, quase não teve precedente, mas a exigência de que o país atinja um excedente primário de 4,5% do PIB foi incompreensível. Infelizmente, no momento em que a “troika” – a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu, e o Fundo Monetário Internacional – incluiu pela primeira vez esta exigência irresponsável no programa financeiro internacional para a Grécia, as autoridades do país não tiveram outra opção senão acatá-la.

A insensatez de continuar a prosseguir este programa acentuou-se particularmente agora, dado o declínio de 25% no PIB suportado pela Grécia desde o início da crise. A troika avaliou muito mal os efeitos macroeconómicos do programa que impôs. Conforme as previsões publicadas, acreditava que, cortando salários e aceitando outras medidas de austeridade, as exportações Gregas aumentariam e a economia retomaria rapidamente o crescimento. Também acreditou que a primeira reestruturação de dívida levaria à sustentabilidade da dívida.

To continue reading, please log in or enter your email address.

Registration is quick and easy and requires only your email address. If you already have an account with us, please log in. Or subscribe now for unlimited access.

required

Log in

http://prosyn.org/qEECECL/pt;