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A grande sacudida do mercado de trabalho

BERKELEY – Aproximadamente 13% dos empregos de baixa remuneração na Alemanha não seriam viáveis se os trabalhadores entendessem como suas opções externas são boas de fato. Essa é a conclusão de um artigo recente de Benjamin Schoefer, colega meu aqui na Universidade da Califórnia (Berkeley), e de seus coautores, Simon Jäger, Christopher Roth e Nina Roussille.

“Ao comparar as opções externas subjetivas dos trabalhadores com medidas objetivas de ganhos salariais de dados combinados empregador-empregado”, notam eles, “muitos trabalhadores acreditam equivocadamente que seu salário atual é representativo do mercado de trabalho externo - empregados objetivamente mal-pagos (ou bem-pagos) são superpessimistas (ou superotimistas) quanto a suas opções externas”.

Traduzindo, a implicação é que, se algo fosse abalar as falsas crenças dos trabalhadores de baixa renda sobre quão pobres são suas opções externas, as condições ocupacionais e do mercado de trabalho mudariam fundamentalmente. O mesmo insight básico com certeza também vale para os Estados Unidos, só que mais ainda, porque o salário mínimo federal americano é muito menor, em relação à produtividade média, que o da Alemanha.

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