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Pensar em pequena escala para combater as alterações climáticas

SÃO FRANCISCO/WASHINGTON, DC – O termo “sem precedentes” quando é aplicado a secas, incêndios florestais, furacões, inundações ou outros eventos climáticos extremos, está a ficar ultrapassado. Em agosto, quando o Painel Intergovernamental sobre as Alterações Climáticas divulgou o seu mais recente relatório sobre as terríveis realidades que enfrentamos, uma seca agravada pelo aquecimento global já tinha devastado grande parte da África Austral durante anos.

Parece que os líderes mundiais estão finalmente prontos para uma ação significativa, mas há um grupo decisivo regularmente ausente das principais reuniões climáticas, como a recente Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26) em Glasgow: pequenas empresas locais focadas no clima que já estão a fazer diferença nas suas comunidades. As pequenas e médias empresas (PME) que trabalham na adaptação e mitigação do clima são um parceiro crucial, mas subestimado, na luta para reduzir as emissões.

Embora as opções de financiamento climático estejam a aumentar, o papel das PME no desenvolvimento sustentável continua a ser ignorado.  Mais de 200 milhões de PME de todos os tipos partilham a mesma situação difícil nos países em desenvolvimento que não conseguem os fundos de que precisam para crescer, enfrentando um défice de financiamento anual estimado em 5,2 biliões de dólares. Os investidores internacionais concentram-se em obter dólares através de transações de maior envergadura, enquanto o capital local é mantido à margem devido a elevadas exigências de garantias e taxas de juro incontroláveis ​​para empresas em fase inicial.

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