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Gerir a migração de forma adequada

DHAKA – Na cimeira da Assembleia Geral das Nações Unidas do último ano, os líderes mundiais prometeram cooperar no sentido de garantirem a migração segura, ordeira, normal e responsável. Este ano, precisarão de fazer mais do que isso para respeitarem esse compromisso.

Os estados membros da ONU reconheceram os inúmeros benefícios da migração, nomeadamente o seu papel na estabilização dos mercados de trabalho globais, na propagação do conhecimento e ideias, criando diásporas que incentivam o comércio e o investimento, e sustentando economias em todo o mundo através das remessas dos emigrantes, que pagam os cuidados de saúde, a educação, e a habitação das suas famílias nos seus países de origem.

Mas estes benefícios serão facilmente desperdiçados se, como vimos recentemente durante as crises no Mediterrâneo, no Mar de Andaman, no corredor Centro-Americano, no Sahel, e no Corno de África, a migração não for gerida de forma responsável e colaborativa.

Mais de 4 300 migrantes morreram este ano enquanto tentavam chegar aos seus destinos. Só no Mediterrâneo, morreram 3 200 pessoas, e no Mar de Andaman, a leste do Golfo de Bengala, milhares de migrantes ficaram retidos em embarcações sem sítio para desembarcar, ou foram feitos reféns pelos seus traficantes.