Proteger os civis com responsabilidade

PEQUIM – Estaria a China sempre disposta a ser a anfitriã de uma discussão política internacional acerca das condições que iriam legitimar a invasão de outro país, para impedir que o genocídio ou outros crimes e atrocidades em massa fossem cometidos dentro das suas fronteiras? Dada a longa história da China de antagonismo para “interferir em assuntos internos”, em geral, e na “intervenção humanitária”, em particular, e tendo em vista a sua contribuição para a longa paralisia do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre as medidas muito menos coercivas na Síria, você estaria em boa companhia, caso tivesse respondido: “Não”. Mas estaria errado.

Acabo de estar numa reunião de dois dias em Pequim, que se debateu apenas com este tópico. A reunião, organizada pela equipa de especialistas do ministério dos Negócios Estrangeiros, o Instituto de Estudos Internacionais da China, juntou peritos intelectuais e profissionais da China e dos outros países BRICS (Brasil, Rússia, Índia e África do Sul). E este mês, a Academia Diplomática do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia irá acolher uma conferência em Moscovo, com especialistas locais e internacionais que irão discutir o mesmo assunto.

Ambas as reuniões são, a meu entender, as primeiras do género. Só o facto de elas estarem de algum modo a acontecer - e, se a minha experiência em Pequim servir de modelo, num espírito construtivo e de resolução de problemas - é um desenvolvimento encorajador.

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