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A segunda era nuclear

NEW HAVEN – o lançamento de um míssil de longo alcance em meados de Dezembro, na Coreia do Norte, foi seguido por uma onda de condenações a nível mundial que quase deu para rir devido à sua previsibilidade e impotência. Mas o lançamento realçou uma realidade maior que já não pode ser mais ignorada: o mundo entrou numa segunda era nuclear. A bomba atómica regressou para um segundo acto, um bis do pós-Guerra Fria. Este padrão mais vasto precisa de ser entendido se for para ser bem-sucedido.

Os contornos da segunda era nuclear ainda estão a ganhar forma. Mas os próximos anos serão sobretudo perigosos, porque a própria novidade em si faz com que os perigos passem a ser regras e as linhas vermelhas sejam redefinidas. Isto demorou pelo menos dez anos na primeira era nuclear e desta vez não deve ser diferente.

No Médio Oriente, no Sul da Ásia e na Ásia Oriental, as velhas rivalidades revelam-se agora num contexto nuclear. Isto já mudou posturas militares em todo o Médio Oriente. Parte do arsenal nuclear israelita está a ser deslocado para o mar, com ogivas atómicas em submarinos a diesel, para impedir que sejam alvo de um ataque surpresa. Israel também está a lançar uma nova geração de satélites para poder avisar em primeira mão sobre a preparação de outros países para ataques de mísseis. Se os mísseis móveis do Irão se dispersarem, Israel quer ser informado imediatamente.

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