O problema com a Coreia do Norte

NOVA IORQUE – Ninguém se importaria muito com a Coreia do Norte - um país pequeno e isolado com 24 milhões de pessoas, governado por uma dinastia grotesca que se auto-intitula comunista - se não fosse pelas suas armas nucleares. O seu actual Presidente, Kim Jong-un, o neto de 30 anos de idade do fundador da Coreia do Norte e “Grande Líder”, ameaça agora transformar Seul, a capital rica e movimentada da Coreia do Sul, num “mar de fogo”. As bases militares norte-americanas na Ásia e no Pacífico também estão na sua lista de alvos.

Kim sabe muito bem que uma guerra contra os Estados Unidos significaria provavelmente a destruição do seu próprio país, que é um dos mais pobres do mundo. O seu governo nem sequer consegue alimentar o seu próprio povo, que é regularmente devastado pela fome. Na capital, Pyongyang, vitrina do país, nem sequer há electricidade suficiente para manter as luzes ligadas nos maiores hotéis. Por isso, ameaçar atacar o país mais poderoso do mundo pode parecer como um acto de loucura.

Mas não é útil nem muito plausível supor que Kim Jong-un e os seus conselheiros militares sejam loucos. Há, seguramente, algo desorganizado no sistema político da Coreia do Norte. A tirania da família de Kim é baseada numa mistura de fanatismo ideológico com uma realpolitik cruel e com paranóia. Mas este cocktail letal tem uma história que precisa de ser explicada.

To continue reading, please log in or enter your email address.

To access our archive, please log in or register now and read two articles from our archive every month for free. For unlimited access to our archive, as well as to the unrivaled analysis of PS On Point, subscribe now.

required

By proceeding, you agree to our Terms of Service and Privacy Policy, which describes the personal data we collect and how we use it.

Log in

http://prosyn.org/n5lFIg3/pt;

Cookies and Privacy

We use cookies to improve your experience on our website. To find out more, read our updated cookie policy and privacy policy.