Mark Weber

O Oásis Europeu

PARIS – Serão os não-europeus muito menos pessimistas a respeito da Europa do que os próprios europeus? Poderá a distância ser um pré-requisito para uma visão mais equilibrada da situação do continente?

Wang Hongzhang, presidente do China Construction Bank, manifestou indirectamente o seu entusiasmo moderado pela Europa, numa entrevista que deu há alguns meses atrás. Citando o provérbio chinês: "Um camelo, por mais enfraquecido que esteja, é sempre maior do que um cavalo", acrescentou que as economias da Europa são muito mais fortes do que muitas pessoas pensam. E, sem afirmá-lo explicitamente, sugeriu que era o momento propício para se começarem a fazer aquisições na Europa, a um preço justo.

Naturalmente, nem todos partilham desta visão optimista. Do outro lado do Canal da Mancha, os eurocépticos britânicos regozijam-se por se terem mantido afastados de um "navio prestes a naufragar." Mas, embora a revista The Economist tenha afirmado recentemente que a França apresenta uma atitude "de negação", o mesmo se poderia dizer a respeito do Reino Unido. É verdade que os franceses não tinham nem os Jogos Olímpicos, nem uma celebração real este ano, mas, no que diz respeito à situação das suas economias, ambos países estão, em grande parte, no mesmo barco.

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