Hannelore Foerster/Getty Images

O estreito caminho do euro

BERKELEY –  com a vitória de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais francesas e a União Democrata Cristã de Angela Merkel a desfrutar de uma vantagem confortável nas sondagens antes das eleições gerais da Alemanha no dia 24 de setembro, abriu-se uma janela para a reforma da zona euro. O euro sempre foi um projeto franco-alemão. Com um novo líder dinâmico num país e um novo mandato popular no outro, há agora uma oportunidade para a França e a Alemanha corrigirem as piores falhas da sua criação.

Mas os dois lados continuam profundamente divididos. Macron, numa longa tradição francesa, insiste que a união monetária sofre de muito pouca centralização. Alega que a zona euro precisa do seu próprio ministro das finanças e do seu próprio parlamento. Precisa de um orçamento de centenas de milhares de milhões de euros para subscrever projetos de investimento e aumentar gastos em países com elevados níveis de desemprego.

Merkel, por outro lado, considera que o problema da união monetária tem muita centralização e pouca responsabilidade nacional. Ela preocupa-se com o facto de que um orçamento elevado da zona euro não seja gasto de forma responsável. Embora não se oponha a um ministro das finanças da zona euro, ela não prevê que ele venha a ter poderes abrangentes.

To continue reading, please log in or enter your email address.

To access our archive, please log in or register now and read two articles from our archive every month for free. For unlimited access to our archive, as well as to the unrivaled analysis of PS On Point, subscribe now.

required

By proceeding, you agree to our Terms of Service and Privacy Policy, which describes the personal data we collect and how we use it.

Log in

http://prosyn.org/yKSzc1u/pt;

Handpicked to read next

Cookies and Privacy

We use cookies to improve your experience on our website. To find out more, read our updated cookie policy and privacy policy.