hausmann99_Camille DelbosArt In All of UsCorbis via Getty Images_srilankatrade Camille Delbos/Art In All of Us/Corbis via Getty Images

O ESG não vai ajudar o Sul Global

CAMBRIDGE – O conceito de padrões de relatórios ambientais, sociais e de governança (ESG, sigla em inglês de Environment, Social and Governance) se popularizou. As principais empresas de Wall Street estão adotando padrões ESG como guia para investimento responsável, obrigando as milhares de corporações nas quais investem a fazê-lo também. Mas o ESG está ajudando investidores e empresas que operam no Sul Global a alocar capital de forma mais eficiente? Ou é só uma expressão dos valores e prioridades pós-modernos do mundo rico?

O ESG exige que as empresas divulguem relatórios sobre suas práticas ambientais e riscos climáticos associados; sobre seu tratamento de funcionários, clientes e comunidades em que operam; e sobre vários critérios de governança, como diversidade de suas diretorias e frequência de auditorias internas e externas para mau comportamento. O objetivo do processo é deixar os investidores mais informados sobre o impacto geral de uma empresa nos stakeholdres; a ideia é que, a menos que as empresas estejam cientes de seu impacto geral, temas ignorados ou negligenciados podem voltar para afetá-los.

A abordagem ESG mistura assim o ditado “o que é medido é administrado” com a observação do falecido professor da universidade de Harvard John Ruggie de que as corporações têm interesse em adotar os valores de seus stakeholders, como direitos humanos. À primeira vista, isso parece uma melhoria em relação a um foco estreito nos resultados financeiros.

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