munday2_Mark WilsonGetty Images_hurricane Mark Wilson/Getty Images

Novas fronteiras para a análise do risco climático

LONDRES – Nos últimos anos, as temperaturas recorde e os fenómenos meteorológicos extremos salientaram o impacto esmagador das emissões de gases com efeito de estuga (GEE) sobre o clima global. Além disso, os custos destes eventos estão a aumentar. Por exemplo, cinco das piores catástrofes naturais da história dos EUA aconteceram desde 2005, causando prejuízos económicos que totalizam 523 mil milhões de dólares em termos ajustados pela inflação. E a América sofreu 22 catástrofes naturais importantes só no ano passado.

Mas a tradução dos resultados dos modelos de alterações climáticas em impactos específicos potenciais e a avaliação da relevância financeira dos riscos climáticos representam desafios tanto para as empresas como para os investidores. A rápida aceitação dos dados climáticos produzidos por modelos alimentou preocupações sobre a sua utilização indevida no contexto da tomada e da divulgação de decisões financeiras, e sobre distorções relevantes nas demostrações financeiras e a “lavagem verde” (NdT: “greenwashing”, no original; neologismo que descreve o aproveitamento indevido ou inadequado de virtudes ambientalistas). Estes riscos são especialmente problemáticos no caso dos investimentos de capital de longo prazo em infra-estruturas públicas, que têm frequentemente uma vida útil operacional de várias décadas.

A necessidade de informações climáticas por parte dos participantes no mercado financeiro é variável, tanto em termos do detalhe da avaliação (relativamente a activos específicos ou a classes de activos, a regiões e a indústrias) como dos horizontes temporais. Mas é difícil avaliar medidas para atenuar exposições ao clima sem dados específicos sobre o desempenho anterior das várias entidades. Isto pode incluir o modo como as empresas foram afectadas por acontecimentos históricos como cheias, o momento e a escala geográfica dos perigos e do seu impacto e a eficácia da sua adaptação.

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