City of London Dan Kitwood/Getty Images

A vingança dos especialistas

BERKELEY – Para alguém que tenha um sentido de humor negro, o debate sobre o Brexit é uma fonte inesgotável de gozo. A minha citação favorita é de Michael Gove, o actual ministro britânico do ambiente.

Logo antes do referendo de Junho de 2016 sobre o Brexit, Gove, que era ministro da justiça no governo de David Cameron de então, rejeitou a opinião quase unânime de economistas e de outros, de que a decisão de abandonar a União Europeia traria danos profundos à economia britânica. “As pessoas deste país estão fartas de especialistas,” explicava de forma irritada Gove, referindo-se a “especialistas de organizações com siglas, que dizem que sabem o que é preciso fazer e que estão sempre a enganar-se.”

As primeiras evidências pós-referendo sugeriram, para surpresa de muitos (ou, pelo menos, de muitos dos especialistas) que Gove estaria certo e que eles estariam errados. Na verdade, não houve qualquer recessão imediata no Reino Unido a seguir à votação do Brexit; com efeito, nem sequer se registou um abrandamento no crescimento.

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