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O que os democratas têm de fazer

BERKELEY – À semelhança de quase todos os outros países, os Estados Unidos ficaram mais pobres desde o início da pandemia de COVID-19, uma vez que os americanos já não podem envolver-se em atividades importantes que exijam contacto humano próximo. Agora, milhões de trabalhadores precisam de encontrar outras coisas produtivas para fazer e muitas dessas novas tarefas não serão tão enriquecedoras como as que substituíram.

Mas não existe nenhuma razão económica para que a depressão desencadeada pela crise da COVID-19 deva ser particularmente profunda ou prolongada. Os EUA lideram o mundo em matéria de competência tecnológica e organizacional e abrigam uma mão de obra altamente qualificada. O problema é que a recuperação não acontece por si só.

O facto de ter demorado uma década para que os EUA recuperassem totalmente da crise financeira de 2008 deveria advertir a mentalidade de hoje.  Naquela época, o setor de construção habitacional dos EUA já tinha regressado à dimensão normal que registava antes do início da crise das hipotecas de alto risco, o que significava que não era necessário nenhum ajuste estrutural setorial. Em vez disso, o desafio consistiu em identificar e reatribuir recursos para bens anteriormente não produzidos que se tornariam mais valiosos no futuro.

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