zingales27_krisanapong detraphiphat_briberycorruption krisanapong detraphiphat/Getty Images

Democracia antes de ESG

CHICAGO – Em meio a preocupações crescentes com as mudanças climáticas e o descontentamento social, investidores institucionais vêm aplicando cada vez mais critérios ambientais, sociais e de governança em suas decisões de portfólio. Ainda assim, embora os fatores ESG sejam importantes para investidores levarem em conta, o novo foco corre o risco de obscurecer uma questão ainda maior: o papel das corporações no processo democrático.

A Declaração Universal dos Direitos Humanos (Artigo 21, Seção 3) estipula que “a vontade do povo deve ser a base da autoridade do governo. Isso será expresso em eleições periódicas e genuínas”. Democracia, portanto, é um direito humano, o que significa que a primeira responsabilidade social das empresas - seja uma microempresa individual ou uma corporação multitrilionária - é se abster de enfraquecer a democracia, seja em casa ou no exterior.

Muitos vão considerar este ponto óbvio ou irrelevante. O que as empresas têm a ver com democracia? Na verdade, muitas empresas desempenham um papel de liderança na distorção do processo democrático, cuja função adequada é transformar a vontade popular em ação legislativa. Permitam-me ilustrar meu argumento com exemplos dos Estados Unidos, país que costumava ser considerado a democracia mais avançada do mundo.

We hope you're enjoying Project Syndicate.

To continue reading and receive unfettered access to all content, subscribe now.

Subscribe

or

Unlock additional commentaries for FREE by registering.

Register

https://prosyn.org/EqxN81ypt