frydman20_Glen StubbeStar Tribune via Getty Images_mikepencecoronavirus3M Glen Stubbe/Star Tribune via Getty Images

Como redefinir a resposta dos EUA à pandemia

NOVA IORQUE – É fácil encontrar falhas na resposta dos Estados Unidos à COVID-19 ou, para ser mais preciso, na lamentável falta de resposta. A negação, os atrasos, os conflitos políticos internos e as falhas sistémicas resultaram em mais de 100 mil mortes nos EUA e aprofundaram a crise social e económica. Mais de 40 milhões de trabalhadores – um em cada quatro – pediram o subsídio de desemprego desde março. Agora, os americanos estão a ser informados de que o país, apesar de não estar preparado, deveria apressar-se a voltar à “normalidade”.

O que falhou na resposta dos EUA transcende a política hiperpartidária de hoje. As raízes deste desastre americano são profundas.

Deve ficar bem assente que, grande parte da culpa é merecidamente partidária, com apenas os democratas a tentarem – contra a oposição republicana – remendar a miserável rede de segurança americana através do apoio direto aos desempregados, aos pobres, aos que já estão doentes e aos que estão vulneráveis de outras formas. Mas os democratas também deixaram de exigir que o governo dos EUA direcionasse – e pagasse – o setor privado para produzir os bens e serviços socialmente necessários, mas que o mercado por si só não pode e não irá distribuir.

We hope you're enjoying Project Syndicate.

To continue reading, subscribe now.

Subscribe

or

Register for FREE to access two premium articles per month.

Register

https://prosyn.org/cMOVvmZpt