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O imperativo do género da pandemia

ESTOCOLMO/MADRID – Independentemente para onde se olhe, são as mulheres que assumem a maior parte da responsabilidade de manter as sociedades unidas, seja em casa, nos cuidados de saúde, na escola ou no cuidado dos mais velhos. Em muitos países, as mulheres realizam estas tarefas sem remuneração. No entanto, mesmo quando o trabalho é realizado por profissionais, essas profissões tendem a ser dominadas por mulheres e tendem a ser mais mal remuneradas do que as profissões dominadas por homens.

A crise provocada pela COVID-19 deu ainda maior relevo a essas diferenças de género. Os quadros regionais, as organizações multilaterais e as instituições financeiras internacionais têm de reconhecer que as mulheres desempenharão um papel crucial na resolução da crise e que as medidas para lidar com a pandemia e com as suas consequências económicas deveriam incluir uma perspetiva de género.

Constatamos que há três áreas nas quais as mulheres e as raparigas estão particularmente em risco e precisam de proteções mais sólidas na atual crise.

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