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Evitar uma crise de saúde mental na comunicação social

LONDRES – Não há nada que dê mais destaque à importância das notícias confiáveis do que uma crise. E, no entanto, como a pandemia de COVID-19 coloca os jornalistas sob uma pressão cada vez maior para divulgarem as notícias relacionadas com a doença, também está a prejudicar o setor e a transformar as condições de trabalho. O stress que isto está a colocar na saúde mental dos profissionais de comunicação não deve ser subestimado.

Ainda antes da crise provocada pela COVID-19, já muitos jornalistas estavam esgotados ou à beira do colapso. O ciclo de notícias de última hora foi implacável, o rendimento proveniente das receitas de publicidade estava a cair, os orçamentos das redações estavam sob tensão e a confiança do público na comunicação social estava a diminuir.

A pandemia agravou esses desafios, gerando ao mesmo tempo ainda mais incertezas. A maioria dos jornalistas está atualmente a trabalhar a partir de casa, impedidos de se reunirem com colegas, contactos ou entrevistados. Alguns estão sobrecarregados com responsabilidades, pois tentam fornecer informações oportunas – e potencialmente capazes de salvar vidas – sobre uma crise em rápida mudança. Muitos perderam os seus empregos.

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