STEFANIE GLINSKI/AFP/Getty Images

Tornar a migração segura combatendo as alterações climáticas

NOVA IORQUE – A humanidade está em movimento. Vivemos numa era sem precedentes em termos de mobilidade de ideias, de dinheiro e, cada vez mais, de pessoas.

O número enorme que constitui a população humana, combinado com a forma como consumimos recursos, está a remodelar profundamente o nosso mundo. Embora o modelo económico “take-make-dispose” (extrair, produzir, usar e deitar fora) tenha criado riqueza para centenas de milhões de pessoas de muitos países, reduzindo a pobreza mundial de forma significativa, também deixou muita gente para trás. Ela expõe, crucialmente, gerações futuras a imensos riscos sociais, económicos e ambientais. E talvez o risco mais importante tenha origem no enchimento da atmosfera com gases com efeito de estufa, com o valor mais elevado alguma vez registado nos últimos 66 milhões de anos.

Mil milhões de pessoas são hoje migrantes, tendo-se deslocado dentro ou fora das suas fronteiras nacionais. Fizeram-no por uma variedade de razões complexas, incluindo pressão demográfica, falta de oportunidades económicas, degradação ambiental e novas formas de transporte. Combinados, estes fatores estão a contribuir para a deslocação de seres humanos e uma migração insegura a uma escala sem precedentes. E os níveis dos dois resultados irão apenas subir, uma vez que os efeitos das alterações climáticas corroem os meios de subsistência de milhões de pessoas.

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