spence141_JASON LEEAFP via Getty Images_USChina Jason Lee/AFP via Getty Images

Como é que as grandes potências devem competir?

MILÃO – Nas recentes reuniões do G7 e da OTAN, a China foi apontada como um concorrente estratégico, um parceiro comercial calculista, uma ameaça tecnológica e à segurança nacional, um violador dos direitos humanos e um campeão mundial do autoritarismo. A China condenou estas caracterizações, às quais a sua embaixada no Reino Unido chamou “de “mentiras, rumores e acusações infundadas”. Os riscos que essa retórica apresenta não devem ser subestimados.

Muita gente no Ocidente desaprova a estrutura de governação de partido único da China, assim como elementos vocais na China depreciam a democracia liberal ocidental, que eles argumentam que está em declínio terminal. No entanto, o verdadeiro perigo é que os representantes de ambos os lados parecem ter adotado uma estrutura de soma zero, segundo a qual os dois lados não podem simplesmente coexistir; um dos lados tem de “vencer”.

Por essa lógica, os dois lados têm de tentar sempre esmagar a concorrência. Portanto, para a China, o Ocidente – principalmente os Estados Unidos – tem de estar a tentar reverter a sua ascensão (o que, na realidade, foi facilitado em grande parte pelos EUA). E, para o Ocidente, a China está determinada a alavancar o seu poder económico, inclusive o seu enorme mercado interno, para remodelar o sistema global à sua imagem e em seu benefício.

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