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As moedas digitais dos bancos centrais vão ameaçar o domínio do dólar?

BERKELEY – O período entre 13 e 15 de Agosto assinala o 50º aniversário do “fim-de-semana que mudou o mundo”, quando o presidente dos EUA, Richard Nixon, suspendeu a convertibilidade do dólar em ouro a um preço fixo e fez descer a cortina sobre o sistema monetário internacional de Bretton Woods. O meio século que se seguiu trouxe muitas surpresas. Numa perspectiva monetária, uma das maiores surpresas foi o domínio continuado do dólar enquanto veículo para transacções internacionais.

Nos termos de Bretton Woods, a supremacia do dólar era facilmente explicável. A posição financeira da América no fim da II Guerra Mundial era inexpugnável. As alterações ao preço a que o dólar podia ser convertido em ouro eram impensáveis, no início devido a essa força financeira e, seguidamente, à medida que a posição monetária do país enfraqueceu, devido à possibilidade de uma desvalorização criar expectativas de uma repetição.

Muitos pensaram que a decisão de Nixon diminuiria o papel internacional do dólar. Com a moeda a flutuar como outra qualquer, seria demasiado arriscado para os bancos, empresas e governos porem todos os seus ovos na cesta do dólar. Por conseguinte, estes deveriam diversificar, constituindo maiores reservas e realizando mais transacções noutras moedas.

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