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A queda e ascensão da oposição do Camboja

PARIS – Quase sete décadas depois do Camboja ter conseguido a independência da França, o seu povo continua a lutar pelo direito de determinar o seu futuro. Só que hoje não é uma potência externa que se apropria da autonomia dos Cambojanos, mas antes o seu governo autoritário, liderado por Hun Sen, o primeiro-ministro que há mais tempo se mantém no cargo em todo o mundo. Ele tem de ser parado, e este mês voltarei ao meu país natal para ajudar a que isso aconteça.

Hun Sen, um antigo membro dos Khmer Vermelhos – o grupo responsável por matar quase um quarto dos sete milhões de habitantes do Camboja entre 1975 e 1979 – só compreende um tipo de governação: uma regra autoritária fundada na violência e na intimidação. Portanto, durante 34 anos, tem-se esforçado por transformar a democracia do Camboja numa ditadura, com o objectivo de transferir o controlo a um dos seus filhos.

Para este fim, Hunsen desmantelou de forma sistemática as forças da oposição – em particular, o Partido de Salvação Nacional do Camboja. Sendo o primeiro partido democrático unitário da oposição, o PSNC, que Kem Sokha e eu fundámos em 2012, aterroriza Hun Sen, por ser o único partido capaz de constituir uma alternativa à sua ditadura.

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