Bryn Lennon/ Getty Images

Do Brexit para o Futuro

NOVA IORQUE – A digestão de todas as implicações do referendo do “Brexit” no Reino Unido será difícil para a Grã-Bretanha, a Europa, e o mundo. As consequências mais profundas, claramente, dependerão da resposta da União Europeia à saída do Reino Unido. Muitas pessoas assumiram inicialmente que a UE não agiria contra os seus próprios interesses: afinal, um divórcio amigável parece ser do interesse de todos. Mas o divórcio, como acontece com muitos outros, poderá tornar-se complicado.

Os benefícios da integração comercial e económica entre o Reino Unido e a UE são mútuos, e se a UE levasse a sério a sua crença de ser preferível uma maior integração económica, os seus líderes procurariam garantir os laços mais estreitos que fosse possível, dadas as circunstâncias. Mas Jean-Claude Juncker, o arquitecto dos enormes esquemas de evasão fiscal do Luxemburgo, e actual Presidente da Comissão Europeia, está a assumir uma posição de força: “Sair significa sair”, diz.

Esta reacção intempestiva será talvez compreensível, dado que Juncker poderá ser lembrado como a pessoa que presidiu ao estágio inicial de dissolução da UE. Ele defende que, para impedir outros países de saírem, a UE deverá ser intransigente, oferecendo ao Reino Unido pouco mais do que lhe é garantido ao abrigo dos acordos da Organização Mundial do Comércio.

To continue reading, please log in or enter your email address.

Registration is quick and easy and requires only your email address. If you already have an account with us, please log in. Or subscribe now for unlimited access.

required

Log in

http://prosyn.org/ezAVl5K/pt;