johnson130_ John ParaskevasNewsday RM vis Getty Images_covid testing John Paraskevas/Newsday RM via Getty Images

Como encerrar o défice nos testes para a COVID-19 dos EUA

WASHINGTON, DC – Para detetarem a presença do SARS-CoV-2, o vírus que causa a COVID-19, os Estados Unidos estão a confiar bastante nos testes por reação em cadeia da polimerase (PCR) em grande escala para pesquisar o vírus e identificar se há ou não infeções ativas. Na versão mais comum desta abordagem, as amostras – esfregaços nasais ou saliva – são enviadas para laboratórios relativamente grandes, com o objetivo de os resultados serem entregues após 24 a 48 horas. Infelizmente, embora alguns testes com prioridade tenham uma resposta rápida, atualmente demora em geral cerca de sete a 22 dias para se obter resultados na maior parte do país. Para um vírus que se espalha rapidamente como o SARS-CoV-2, que pode progredir da infeção para o resultado final (morte ou recuperação) em apenas oito dias, os atrasos longos significam que o teste PCR para pesquisar o vírus é uma perda de tempo e de dinheiro. Quando se conhece o resultado, já é demasiado tarde para fazer algo diferente.

Para os “testes de vigilância”, uma parte essencial na prevenção de surtos, estão a surgir dois mundos altamente desiguais. As grandes empresas e universidades pagarão o valor máximo para testar todas as pessoas com bastante frequência (uma ou duas vezes por semana, com resultados rápidos), enquanto todos os demais não serão efetivamente testados (porque os resultados obtidos após mais de três dias têm valor insignificante). Este mecanismo não é apenas extremamente injusto (em formas que se tornarão cada vez mais visíveis); também contribuirá para o ressurgimento repetido da doença nos próximos meses.

Atualmente, a deteção rápida de surtos de COVID é a principal ferramenta disponível para manter as pessoas seguras e manter qualquer nível razoável de atividade económica (e empregos). Mais de 750 mil pessoas, em média, são atualmente testadas para detentar infeções ativas - vírus vivo - todos os dias nos EUA. Mas isto está longe de ser suficiente num país com cerca de 330 milhões de pessoas, com uma mão de obra de cerca de 165 milhões, aproximadamente 57 milhões de crianças em idade escolar e outros 20 milhões a tentar ter de alguma forma formação universitária.

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