Um réquiem para os desequilíbrios globais

BERKELEY – O início de 2014 marca o período de 10 anos, desde que começámos a nos preocupar com os desequilíbrios globais e, especificamente, com os desequilíbrios crónicos comerciais e das transacções correntes dos Estados Unidos e da China. Uma década mais tarde, podemos declarar alegremente que a era dos desequilíbrios globais terminou. Então agora é altura de tirar as lições certas desse período.

 O défice da balança de transacções correntes  da América, que representava uns alarmantes 5,8% do PIB no recente ano de 2006, diminuiu agora para apenas 2,7% do PIB - um nível que os EUA podem facilmente financiar a partir das suas receitas de royalties e de retornos em investimentos estrangeiros anteriores, sem incorrer em dívida externa adicional. Ainda mais impressionante, o superávit da conta-corrente da China, que atingiu uns extraordinários 10% do PIB em 2007, está agora apenas nos 2,5% do rendimento nacional.

Ainda existem alguns países com grandes excedentes e défices incómodos. A Alemanha e a Turquia destacam-se. Mas o superávit da Alemanha de 6% do PIB é principalmente um problema para a Europa, enquanto os 7,4% do défice da Turquia são principalmente um problema para a Turquia. Por outras palavras, os seus problemas não são globais.

To continue reading, please log in or enter your email address.

To read this article from our archive, please log in or register now. After entering your email, you'll have access to two free articles from our archive every month. For unlimited access to Project Syndicate, subscribe now.

required

By proceeding, you agree to our Terms of Service and Privacy Policy, which describes the personal data we collect and how we use it.

Log in

http://prosyn.org/YpKSVuG/pt;

Cookies and Privacy

We use cookies to improve your experience on our website. To find out more, read our updated cookie policy and privacy policy.