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Obama, o Europeu?

WASHINGTON – Barack Obama iniciou o seu segundo mandato como Presidente dos EUA com um discurso inaugural que apresentou uma visão de conjunto do governo Americano. Na Europa, a reacção predominante destaca que, nas entrelinhas, o autoproclamado primeiro “presidente do Pacifico” Americano proferiu o discurso inaugural mais “Europeu” dos últimos tempos.

O discurso de Obama não abraçou apenas os princípios fundamentais da social-democracia como esta é entendida na Europa, mas proclamou também uma nova era do envolvimento Americano em questões de governação global. Mas, e não obstante o Euro-entusiasmo de Obama, permanecem questões válidas relativas à política externa da sua administração.

Em conjunto com referências frequentes aos princípios fundadores da América e às pedras de toque da história dos EUA, Obama apresentou uma visão da sociedade, do governo, e das relações externas com as quais a maioria dos Europeus pôde identificar-se, incluindo referências explícitas aos direitos das mulheres e, pela primeira vez num discurso desta categoria, aos direitos dos homossexuais.

O discurso também focou a previdência social (“Os compromissos que assumimos uns pelos outros através do Medicare e do Medicaid e da Segurança Social, essas coisas não desvirtuam a nossa iniciativa, antes fortalecem-nos”) e a ideia de fraternité (NdT: em francês no original)(“a preservação das nossas liberdades individuais requer em último caso uma acção colectiva”).