A insanidade da América

BOSTON – Nos últimos anos, o declínio global relativo dos Estados Unidos tornou-se tema de debate frequente. Os que defendem uma posição pós-americana apontam a crise financeira de 2008, o período prolongado de recessão que se seguiu e a ascensão progressiva da China. Na sua maioria são especialistas em relações internacionais que, ao analisarem a geopolítica sob o prisma da competitividade económica, imaginam a ordem global como um balancé, em que a ascensão de um jogador implica, necessariamente, a queda de outro.

Mas o enfoque exclusivo nos indicadores económicos impediu que fossem tidas em conta as implicações geopolíticas de uma tendência interna dos EUA, que também é frequentemente debatida, mas por um grupo diferente de especialistas: os índices cada vez mais elevados de perturbações mentais graves nos EUA (que há já muito tempo se mantêm bastante elevados).

O argumento de que a propagação de perturbações mentais graves atingiu as proporções de uma "epidemia" foi ouvido tantas vezes que, tal como qualquer banalidade, perdeu a capacidade de causar impacto. Mas, as repercussões que têm na política internacional as situações incapacitantes diagnosticadas como doenças maníaco-depressivas (incluindo a depressão unipolar) e esquizofrenia não podiam ser mais graves.

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