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Poderão os EUA lidar com uma segunda vaga?

CAMBRIDGE – À semelhança dos surfistas que procuram a próxima grande onda antes de a primeira ter passado, os epidemiologistas e as autoridades de saúde pública nos Estados Unidos estão a preparar-se para uma nova vaga de infeções causadas pela COVID-19 no final deste ano. O medo é que esta segunda vaga coincida com o pico da época de gripes dos EUA em 2020-21, provocando uma nova inundação de pacientes hospitalizados que precisem urgentemente de assistência respiratória.

O medo é justificado, com base no que sabemos sobre os coronavírus e a gripe. Em ambos os casos, as infeções começam a aumentar em novembro e atingem o pico em algum momento de dezembro, janeiro ou fevereiro, antes de diminuir até abril.

O que é menos certo é quão altas serão as ondas para cada infeção. Embora entendamos muito melhor os padrões de infeção da gripe do que os do vírus SARS-CoV-2 que causa a COVID-19, a gripe continua a ser uma conhecida incógnita. As suas estirpes variam de ano para ano em termos de transmissibilidade e gravidade. Em determinados anos, o número de vidas a lamentar devido à gripe nos EUA pode ser tão baixo como os 12 mil. Mas durante o inverno de 2017-18, uma estirpe particularmente letal levou à morte cerca de 80 mil americanos – o maior número em pelo menos 40 anos.

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