African construction Issuof Sanogo/Getty Images

A rentabilidade do financiamento de infra-estruturas em África

JOANESBURGO – Enquanto a Reserva Federal dos EUA embarca começa a "abandonar" do programa de estímulo que iniciou há quase uma década, as economias emergentes estão a manifestar uma preocupação crescente relativamente à possibilidade de o reforço do dólar vir a ter consequências negativas sobre a sua capacidade para assegurar o serviço da dívida denominada em dólares. Este facto preocupa especificamente o continente africano, onde — desde a primeira emissão de euro-obrigações nas Seicheles em 2006 — a dívida total em euro-obrigações em circulação aumentou para quase 35 mil milhões de dólares.

No entanto, embora o início da retirada do programa de estímulo da Reserva tenha desgastado os nervos africanos, também incentivou ao reconhecimento de que existem formas mais inteligentes de financiar o desenvolvimento do que contrair dívida em dólares. Entre as opções disponíveis, destaca-se em particular uma categoria de activos: as infra-estruturas.

A África, que, de acordo com as estimativas, terá uma população de 2,6 mil milhões de pessoas em 2050, necessita urgentemente de fundos para construir e manter estradas, portos, redes eléctricas, etc. De acordo com o Banco Mundial, a África tem de gastar anualmente 93 mil milhões de dólares para actualizar as suas infra-estruturas actual; A grande maioria desses fundos (cerca de 87%) são necessários para melhorias em serviços básicos como energia, água, saneamento e transportes.

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