Workers at Kinross Clothing manufacturers in Maitland RODGER BOSCH/AFP/Getty Images

Um roteiro para a industrialização africana

ABIDJAN –África está numa encruzilhada. Seis das dez economias que mais crescem no mundo localizam-se, atualmente, na região e espera-se que o PIB do continente cresça a uma taxa de 4,1% este ano, acima dos 3,6% em 2017.

Todavia, o crescimento económico de África não tem sido acompanhado por um nível proporcional de criação de empregos, o que tem implicações negativas em particular para as mulheres e para os jovens. Na verdade, o atual crescimento sem emprego poderá até mesmo reverter os ganhos obtidos com a erradicação da pobreza nos últimos anos.

O problema é que o crescimento de África, embora impressionante, tem sido instável, uma vez que tem sido impulsionado principalmente pelos elevados preços dos produtos e não pela manufatura. Os efeitos económicos deste desequilíbrio não deveriam ser subestimados. Entre outras coisas, explica o porquê de uma região que produz cerca de 75% do cacau do mundo, representar apenas 5% dos quase 100 mil milhões de dólares do mercado anual de chocolate.

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