Skip to main content

Cookies and Privacy

We use cookies to improve your experience on our website. To find out more, read our updated Cookie policy, Privacy policy and Terms & Conditions

emoruwa1_PaulSchemmTheWashingtonPostviaGettyImages_ethiopiansreadnewspaper Paul Schemm/The Washington Post via Getty Images

África necessita dos media tradicionais

ABUJA – Em Junho, Aliou Sall, o irmão do presidente senegalês Macky Sall, demitiu-se do seu cargo de responsável de um fundo de poupança gerido pelo estado, depois da indignação pública com alegações (que ele nega) de que estaria envolvido em negócios corruptos no sector petrolífero. Essa indignação foi expressada nas redes sociais e nas ruas de Dacar. Mas foi o jornalismo de investigação, realizado pela BBC, que a desencadeou, sublinhando o poder persistente dos media tradicionais quando é necessário implementar a mudança.

Embora as plataformas das redes sociais mobilizem grande parte da atenção devido à sua velocidade e acessibilidade, uma imprensa livre credível – que não papagueie simplesmente o discurso oficial dos governos ou de interesses específicos, mas que procure a verdade – continua a ser essencial para fortalecer a responsabilização em locais onde esta é muitas vezes difícil de encontrar. E os jornalistas de investigação independentes em África têm exposto com frequência situações de corrupção ao mais alto nível, de abuso do poder e de negociatas duvidosas.

Por exemplo, no Quénia, um destacado jornal local relatou que Philip Kinisu, antigo presidente da Comissão de Ética e Anti-Corrupção, recebera pagamentos suspeitos do Serviço Nacional da Juventude. Investigações adicionais ao SNJ revelaram mais situações de corrupção, impelindo os quenianos a sair para a rua em protesto.

We hope you're enjoying Project Syndicate.

To continue reading, subscribe now.

Subscribe

Get unlimited access to PS premium content, including in-depth commentaries, book reviews, exclusive interviews, On Point, the Big Picture, the PS Archive, and our annual year-ahead magazine.

https://prosyn.org/XuHK58bpt;
  1. skidelsky147_Christoph Soederpicture alliance via Getty Images_policechristmasmarketgermany Christoph Soeder/picture alliance via Getty Images

    The Terrorism Paradox

    Robert Skidelsky

    As the number of deaths from terrorism in Western Europe declines, public alarm about terrorist attacks grows. But citizens should stay calm and not give governments the tools they increasingly demand to win the “battle” against terrorism, crime, or any other technically avoidable misfortune that life throws up.