arezki11_JOHN WESSELSAFP via Getty Images_guineacoup John Wessels/AFP via Getty Images

A onda de golpes em África

ABIDJAN – No final da década de 1980, a liberalização política estendeu-se por toda a África, indicando aparentemente que era a vez de o continente embarcar na inexorável marcha da história em direção à democracia. Alguns comentadores argumentaram que, ao aumentar a legitimidade dos governos africanos, a reforma política contribuiu para o subsequente declínio dos golpes militares.

Mas desde o início de 2021, uma série de ocupações militares na África Ocidental e Central – Chade, Mali, Guiné e Burkina Faso, bem como uma recente tentativa de golpe na Guiné-Bissau – fez, aparentemente, o relógio andar para trás. As organizações internacionais e regionais defendem rotineiramente a democratização e condenam os golpes. Mas os desenvolvimentos recentes devem levar à reflexão sobre se é suficiente promover a democratização como a única solução para os Estados frágeis.

Em particular, a recente onda de golpes destaca a fragilidade da democratização nos países que estão num estágio inicial de desenvolvimento económico e, talvez mais importante, enfrentam grandes desafios de segurança.

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