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A hipocrisia do aborto mata as mulheres

KISUMU, QUÉNIA – A oposição ao aborto é tão intensa que, mesmo quando as mulheres têm direito legal a interromperem a sua gravidez, pode ser extremamente difícil aceder aos serviços necessários ao exercício desse direito. Mas, pior do que isso, os opositores do aborto tendem a ignorar as falhas que levam originalmente as mulheres ao ponto de quererem abortar.

Numa perspectiva moral, existem fortes razões para respeitar a liberdade pessoal e a autonomia corporal de uma mulher, em vez de forçá-la a pôr em risco a sua saúde ou o seu bem-estar por levar até ao fim uma gravidez indesejada ou insegura. Porém, dado que esta questão está pejada de desinformação e distorcida por argumentos deslocados, os debates políticos não vão frequentemente a lado nenhum a menos que considerem o aborto, antes de mais, como uma questão de saúde.

Consideremos o caso do Quénia. Apesar de ter uma das leis sobre o aborto mais progressistas de África – uma mulher tem direito a interromper a gravidez se “existir necessidade de tratamento de emergência, ou se a vida ou saúde da mãe estiverem em risco, ou se for permitido por qualquer outra legislação escrita” – a oposição persistente ao aborto tem prejudicado a sua implementação. E isto sem falar das mulheres que não têm direito a abortar segundo estas regras.

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  1. benami154_Yousef MasoudSOPA ImagesLightRocket via Getty Images_palestine Yousef Masoud/SOPA IMAGES/LightRocket via Getty Images

    Forgetting Palestine

    Shlomo Ben-Ami

    The two-state solution is virtually dead in the water, and the international community has largely abandoned the Palestinian cause. At this point, there is little to stop Israel from cementing the one-state reality that its right-wing government has long sought, regardless of whether that leads to a permanent civil war.

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    Europe Must Oppose Trump

    Jeffrey D. Sachs

    European leaders should recognize that a significant majority of Americans reject Trump’s malignant narcissism. By opposing Trump and defending the international rule of law, Europeans and Americans together can strengthen world peace and transatlantic amity for generations to come.

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